segunda-feira, 13 de junho de 2011

APLICAÇÃO DE TEXTURAS NO REVESTIMENTO

APLICAÇÃO  DE  TEXTURAS  NO  REVESTIMENTO


     Quando se deseja aplicar texturas no revestimento, não é necessário utilizar o processo normal de passar massa fina e massa corrida; para baratear a mão-de-obra e o material, a textura pode ser aplicada diretamente sobre o reboco, o que pode reduzir em até 50% o custo final.
Fonte: Revista Arquitetura & Construção - jul/98.

APLICAÇÃO DE SYNTEKO

APLICAÇÃO  DE  SYNTEKO


     Também conhecido como "creeping", afastamento ou abertura, o olho-de-peixe é uma pequena depressão arredondada (cratera) que se forma na película aplicada, conseqüência de uma rejeição do produto por contaminação da madeira, e que confere à aplicação um aspecto não homogêneo, facilmente identificado.
     O olho-de-peixe pode ser causado por vários fatores, dentre os quais podemos citar:
     • a excessiva oleosidade natural de certos tipos de madeira, como, por exemplo, Cabriúva, Bálsamo, Itaúba, Jatobá e Imbuia, oleosidade essa incompatível com a película formada pelo Synteko;
     • a utilização de óleos para facilitar o lixamento, prática não recomendada, pois os óleos não são compatíveis com a película formada pelo Synteko;
     • algumas madeiras tratadas com produtos de base oleosa, como fungicidas e cupinicidas;
     • alguns pisos velhos, apresentando ceras impregnadas que, mesmo após o lixamento, podem conter resíduos que ocasionam o olho-de-peixe;
     • intervalos longos entre uma demão e outra de Synteko (recomenda-se que não sejam superiores a 24 horas).
     Para evitar que ocorra a formação de olho-de-peixe, sugere-se a adoção das seguintes medidas:
     • inicialmente, é preciso lixar criteriosamente o piso; no caso de tacos, limpar cuidadosamente as juntas, removendo todo o calafeto antigo e resíduos de ceras;
     • após concluídos o lixamento e a limpeza, aplicar 4 queimadas de Super Synteko + 20% de Catalisador ORT com rodo de borracha, sendo que estas demãos não podem ser espessas (obedecer um rendimento de 30 a 40m²/kg de Mistura Synteko + Catalisador ORT), lixando-se apenas após a 2a e a 4a queimadas;
     • finalmente, aplicar uma demão de Super Synteko + 20% de Catalisador ORT com escova, para dar o acabamento.
     Recomenda-se diminuir ao máximo o intervalo entre as aplicações, o que pode ajudar muito na eliminação do olho-de-peixe.
Fonte: Catálogo Synteko.

APLICAÇÃO DE SILICONES

APLICAÇÃO  DE  SILICONES


     O sucesso do trabalho de aplicação de silicone em fachadas, esquadrias e coberturas de vidro depende da qualidade da mão de obra e do controle de cada etapa - da limpeza da superfície, passando pela aplicação eventual de um primer e, finalmente, do silicone -, principalmente no caso de fachadas estruturais.

     I - PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES

     Para que a adesão do selante tenha bom resultado, o substrato deve estar limpo, seco e sólido. Cada tipo de substrato requer determinados procedimentos:
     • Metais
        » alumínio natural: contém contaminantes como óleos, grafite ou resíduos de carbono. Pode ser difícil de limpar e se oxida facilmente, prejudicando a aderência do silicone. Preparar a superfície e aplicar o primer em uma película fina (se necessário); após cerca de 30 minutos, aplicar o selante;
        » alumínio pintado ou anodizado: permite freqüentemente uma adesão excelente;
        » aço inoxidável, galvanizado ou zincado: utilizar apenas selantes de cura neutra;
        » aço não pintado ou estampado: sofre oxidação, provocando falhas no selante. Limpar a superfície com um pano embebido em álcool isopropílico e, em seguida, aplicar um pano seco para remover imediatamente a poluição. A utilização de um pano umedecido em álcool e outro seco é muito importante para que a superfície fique completamente limpa.

     • Vidros
     É uma excelente superfície para adesão do silicone, porém requer cuidado na escolha do silicone correto, principalmente nos casos de vidros laminados, que devem receber apenas silicones de cura neutra. Os de cura acética liberam vapores ácidos que reagem com o filme de polivinilbutiral (PVB), provocando manchas na superfície próxima ao perímetro do vidro. A preparação da superfície deve ser feita através da limpeza com um pano embebido em álcool isopropílico e, em seguida, com um pano seco; aplicar o selante em seguida.

     • Concreto
     Óleo ou outros contaminantes, como desmoldantes à base de vaselina, usados na formulação do concreto podem prejudicar a adesão do silicone. A superfície deve ser limpa com jato de areia, lixada e receber um polimento (se necessário, usar palha de aço). Se o concreto estiver molhado, usar solvente para limpeza e aceleração da evaporação da água. Aplicar o selante assim que o solvente evaporar ou o substrato secar.
     II - USO DE PRIMER
     Produto à base de solventes, o primer é indicado para casos muito especiais em que os silicones disponíveis no mercado não apresentem, quando previamente testados, níveis adequados de aderência a um determinado tipo de substrato. O produto provoca reação química entre o substrato e o selante, agindo como promotor de aderência, mas deve ser usado apenas quando esgotadas as possibilidades de testes com os vários tipos de silicones, pois, além de altamente tóxico, sua aplicação requer controle rigoroso. Quando aplicado em excesso, após evaporação do solvente, forma uma camada de pó esbranquiçado que prejudica a aderência do silicone. Sua aplicação requer os seguintes cuidados:
        » utilização do primer correto e adequado;
        » não aplicá-lo em excesso;
        » aplicar uma película fina, utilizando um recipiente pequeno e limpo de metal ou vidro, que deve ser fechado quando não estiver sendo usado;
        » deixar secar o primer antes de aplicar o silicone.
     III - APLICAÇÃO DE SILICONE ESTRUTURAL
     A função do silicone estrutural é transferir a carga dinâmica das pressões/depressões do vidro ao caixilho. Sua aplicação deve ser procedida de testes de adesão, realizados em laboratório. A aplicação de silicone em fachada estrutural sem os cuidados necessários poderá, na pior das hipóteses, ocasionar a queda de um vidro. Para evitar desperdícios de material e otimizar o trabalho, os seguintes aspectos devem ser observados:
        » revisão dos desenhos do projeto para solucionar quaisquer dúvidas antes de iniciar o processo de aplicação;
        » definação dos substratos para aplicação do silicone estrutural;
        » execução de testes de adesão e compatibilidade dos substratos;
        » perfis de alumínio, vidros, espaçadores, guarnições de borracha e calços devem ser checados quanto ao tamanho, forma e acabamento, conforme a especificação de projeto;
        » verificar se o solvente é puro e se ele, o selante e o primer são do tipo recomendado pelo fabricante do silicone;
        » observar se o vidro foi lapidado e cortado conforme especificação do projeto;
        » no caso de vidro duplo, verificar se foi selado com simples ou dupla barreira, com vedação secundária de silicone.
     A superfície deve ser preparada com o uso de solvente limpo e vários panos limpos e sem fiapos, evitando-se o uso de estopa. Embeber um pano com solvente e esfregar vigorosamente o substrato molhado; com outro pano seco, esfregar o substrato molhado até secá-lo, verificando se está limpo. Uma película fina de primer deve ser aplicada nos substratos quando recomendado, utilizando um pincel de cerdas naturais ou um pano limpo e sem fiapos. O primer não deve ser aplicado no vidro, e deve secar por trinta minutos.
     Aplicar o selante com cuidado, empurrando o material com a ponta do cartucho e certificando-se de que a junta foi preenchida por completo. Pressionar o selante contra os lados da junta e contra o espaçador. Quando o caixilho tiver aba de sustentação, colocar uma fita adesiva para proteger o perfil e o vidro, removendo-a assim que o selante for aplicado na junta. Uma providência que pode ser bastante útil, no futuro, é fazer o registro das unidades fabricadas, anotando cada uma com números consecutivos e data de colagem, e marcando a sua localização na fachada-cortina depois da instalação, usando o plano das elevações.
     Os quadros colados devem ser deixados para cura na horizontal pelo tempo especificado pelo fabricante de silicone, em função do produto escolhido (monocomponente ou bicomponente).
     IV - SILICONE EM VIDRO DUPLO
     O vidro duplo é composto por dois painéis de vidro, um perfil ôco, preenchido por dessecante à base de sílica (para absorver a umidade interna e evitar a condensação), selo primário (poliisobutileno) e selo secundário (silicone). A produção do sistema requer:
        » lavagem do vidro ou cristal;
        » preenchimento do espaçador com o dessecante;
        » dobra do marcador do espaçador e solda ultra-sônica;
        » aplicação do selante de poliisobutileno no marcador do espaçador;
        » montagem do vidro no marcador do espaçador;
        » aplicação do selante de silicone na unidade de vidro duplo, assegurando um bom contato do produto com os vidros.
     V - REPARO DE FALHAS
     A reparação de falhas de selantes em obras já executadas requer a identificação dos tipos de selante e substrato existentes nas juntas, a análise do tipo de falhas (se adesivas ou coesivas ou se causadas por movimento excessivo nas juntas), a verificação da compatibilidade entre selantes e substrato e, por fim, a escolha do selante adequado para a substituição. A partir desse diagnóstico é possível fazer o reparo, com as seguintes opções:
     • remoção e substituição do selante: o selante com falhas deve ser removido e as superfícies limpas, o que pode resultar em um procedimento difícil. Em alguns casos é necessário o uso de uma lâmina para remover o selante por completo. Esta solução é segura se a reparação for feita corretamente e com o selante adequado;
     • aplicação sobreposta de um selante sobre camada de selante falho: indicada para casos em que ocorreu falha de um selante em fundo de junta. Ao invés da retirada do silicone velho, colocar uma camada antiaderente (como um filme de polietileno), e aplicar nova camada de silicone para nova vedação. Este processo oferece uma superfície única com relevos, apresenta mais movimento nas juntas (+100%, -50%) e é compatível com uma variedade de substratos. Além disso, o silicone elastomérico proporciona grande durabilidade de serviço na obra. Não é necessário remover o selante falhado antes da aplicação;
     • uso de fita para vedação: para sua aplicação, não é preciso remover o selante falhado e fazer a limpeza necessária, porém difícil, ao substituí-lo. Apresenta melhor adesão às superfícies originais e descontaminadas. Por ser mais larga, a vedação permite maior movimento, embora requeira, exatamente por esse motivo, atenção especial à aparência e detalhes das juntas;
     • falhas coesivas ou adesivas no substrato: quando aplicado sobre um substrato não preparado adequadamente, o silicone pode permanecer intato, durante a movimentação da junta, rompendo o substrato. Isso ocorre, por exemplo, no caso de superfícies de concreto ou de estruturas metálicas submetidas a pintura com produtos não adequados.
     No caso de rompimento do concreto, recomenda-se retirar o selante e recompor o substrato com uma resina epóxi, aplicando, em seguida, nova camada de silicone. Para estrutura metálica recomenda-se um bom lixamento da superfície das peças, submetendo-as a tratamento anticorrosivo. A seguir, aplicar tinta de grande aderência e resistência aos raios ultravioletas e aos agentes atmosféricos (à base de poliuretano ou, preferencialmente, epóxi).
     VI - DIMENSIONAMENTO DAS JUNTAS     Existem dois tipos de juntas a se considerar: a estática (não se movimenta), e a dinâmica, que sofre movimentos de tensão e compressão. A capacidade de movimentação das juntas deve estar ligada ao grau de movimentação do substrato, que indicará o módulo de elasticidade do silicone. Para um substrato de muita movimentação, usa-se silicone de módulo mais baixo. Quando, ao contrário, a exigência é de fixação ou colagem, usa-se silicone de módulo mais alto (o módulo de elasticidade é a capacidade que tem o selante de expandir a 100% sem ruptura).
     Outra solução importante para impedir o rompimento do silicone é evitar a adesão de três lados. Obtém-se a otimização de um selante com adesão nos dois lados opostos. Se houver um terceiro ponto de adesão, o esforço poderá provocar fissura no selante. Para evitar que isso ocorra, isola-se o terceiro ponto de adesão com um filme de polietileno, usando-se filme ou espuma de polietileno.
Fonte: G & E Silicones do Brasil - Revista Finestra Brasil - ano 4 - nº 14.

APLICAÇÃO DE REVESTIMENTOS CERÂMICOS

APLICAÇÃO  DE  REVESTIMENTOS  CERÂMICOS


LOCAL
CARACTERÍSTICAS CRÍTICAS
CARACTERÍSTICAS GERAIS
absorção (%)
classe de abrasão
resistência às manchas
resistência ao ataque químico
Banheiros residenciaisutilizar rejunte impermeável nos chuveiros
0 a 20
PEI 1 ou maior
classe ISO 5
B
Câmaras frigoríficasresistência ao congelamento (100 ciclos - ensaio ISO 10545-12)
0 a 3
PEI 4 ou 5 para pisos
classe ISO 5
A - ácido lático e clorídrico 10%
Churrasqueiras, lareiras e fogõesdilatação térmica e resistência ao choque térmico (ISO 10545-8 e 10545-9)
0 a 20 (> 10% para paredes)
parede: PEI 0
piso: PEI 3
fogões industriais: PEI 5
classe ISO 5
A ou B - produtos domésticos
Cozinhas, padarias e restaurantesatenção na resistência às manchas após abrasão (PEI 5) e resistência ao impacto (ISO 10545-5)
0 a 20 (> 10% para paredes)
residências: PEI 3
indústrias: PEI 4
padarias: PEI 5
classe ISO 5
A
Escadas e rampascoeficiente de atrito > 0,7 (ISO 10545-17); carga de 1.000N (100kg); não deixar saliências no degrau, evitando bordas frágeis
0 a 6
esmaltados PEI 5 ou não esmaltados de espessura plena
classe ISO 4 ou 5
A ou B
Fachadas e terraçosexpansão por umidade < 0,6mm/m (ISO 10545-10); garra reentrante no verso das peças, perfil "rabo de andorinha'', mono ou poliorientado
0 a 6
fachadas: PEI 0
terraços: PEI 3
classe ISO 5
A - chuva ácida
Concessionárias / garagenscarga de ruptura 1.000N (ISO 10545-4); resistência ao impacto (ISO 10545-5)
0 a 6
PEI 5
classe ISO 5
A
Laticínios / açouguesausência de cádmio e chumbo prejudiciais à saúde (ISO 10545-15); rejunte anti-ácido (epóxi)
0 a 3
PEI 5
classe ISO 5
A - ácido lático
Piscinasexpansão por umidade < 0,6mm/m (ISO 10545-10); ensaio antigretagem especial (ISO 10545)
s/ geada: 0 a 20
c/ geada: 0 a 6
c/ neve: 0 a 3
PEI 0
classe ISO 5
A - produtos de piscina
Pisos comerciais e industriaisresistência ao impacto (ISO 10545-5); resistência química de alta concentração (ISO 10545-13); carga de ruptura (ISO 10545-4) devido ao tráfego de empilhadeiras
0 a 6
PEI 5 para esmaltados, resistência à abrasão profunda < 345mm³ para não esmaltados
classe ISO 5
A
Pisos para postos de gasolinaescolher a carga mais elevada à disposição; resistência ao impacto (ISO 10545-5)
0 a 6
PEI 5
classe ISO 5
A
Quartos de criançaresistência ao impacto
(ISO 10545-5)
0 a 20 (> 10% para paredes)
PEI 3
classe ISO 5
A
Quintais e jardins com terraresistência às manchas após abrasão (PEI 5); não utilizar materiais rústicos e antiderrapantes
0 a 6
PEI 5
-
A
Pisos residenciais
-
0 a 20 (maior que 10% para paredes)
quintais: PEI 4
salas e cozinhas: PEI 3
quartos: PEI 2
banheiros: PEI 1
classe ISO 4 ou 5
A ou B
Saunasexpansão por umidade < 0,6mm/m (ISO 10545-10); resistência ao choque térmico (ISO 10545-9) e à gretagem (recomendados sete ciclos para sauna úmida)
0 a 3
PEI 1
classe ISO 3
B
Uso à beira mar (contato com areia)para resistência ao riscado (areia), pisos não esmaltados com espessura plena (porcelanato não polido) ou esmaltados com dureza Mohs > 8 (dureza Mohs da areia é 7)
Uso antiderrapantepara alta segurança, o coeficiente de atrito deve ser > 0,7 (sendo, entretanto, de difícil limpeza); um coeficiente de média segurança (0,4 a 0,7) tem limpeza mais fácil
Obs.: a resistência antigretagem deve ser exigida do fabricante (Ensaio 13818).
Fonte: Guia Geral de Cerâmica & Assentamento 98/99 – Revista Show Room – Menasce Publicações (menasce@originet.com.br) – nº 30 A – mai/98.

APLICAÇÃO DE PORCELANATO

APLICAÇÃO  DE  PORCELANATO


     O porcelanato é uma peça formada de argila, feldspato e corantes, queimada a mais de 1.250ºC, e é submetida a pressões de compactação acima das utilizadas pelas cerâmicas convencionais. Sua versão tradicional é sem esmaltação, com massa apresentando características homogêneas.
     Por sua alta resistência à abrasão profunda, ao gelo, aos ácidos e álcalis, alta impermeabilidade e uniformidade de cores, o porcelanato é indicado para ambientes de alto tráfego, podendo também ser instalado em ambientes residenciais, piscinas ou saunas.
     Existem duas versões do porcelanato tradicional: fosco e polido. O primeiro é mais adequado para áreas que exigem um revestimento antiderrapante, como áreas externas ou rampas. O polido difere por sua textura superficial, totalmente brilhante.
     O porcelanato possui uma absorção de água próxima de zero, e requer a utilização de uma argamassa com maior aderência. O rejuntamento deve ser aplicado somente 48 horas após o assentamento das peças e com um produto específico às suas características, como argamassa colante aditivada com polímeros, mantendo estreitas as juntas de dilatação, com o mínimo de 2mm para áreas internas e 5mm para áreas externas, principalmente em fachadas.
     A limpeza, que deve ser constante, pode ser feita com água e sabão, saponáceo ou água sanitária.
Fonte: Revista Showroom Mundo Cerâmico - Menasce Publicações (menasce@originet.com.br) - ago/98.

ALVENARIA ESTRUTURAL NÃO ARMADA

ALVENARIA  ESTRUTURAL  NÃO  ARMADA


     No sistema convencional de construção, as paredes apenas fecham os vãos entre pilares e vigas, elementos encarregados de receber o peso da obra. Por outro lado, na alvenaria estrutural esses elementos são desnecessários, pois as paredes - chamadas portantes - distribuem a carga uniformemente ao longo dos alicerces.
     Para erguê-las, é preciso usar blocos especiais, mais resistentes que as peças de vedação. Eles podem ser de concreto, cerâmicos, sílico-calcários ou de concreto celular, sendo também possível recorrer aos tijolos maciços, assentados com juntas desencontradas e amarrados com ferragens. A utilização desse sistema permite diminuição significativa no custo da obra, porém é preciso que os projetos, mais detalhados, já sejam elaborados considerando a modulação dos blocos e as características da solução, pois as etapas de construção são diferentes.
     A alvenaria estrutural também possibilita economia no tempo de execução e na mão de obra. Como são furados, os blocos permitem a passagem de ferragens (quando necessárias) e de instalações elétricas e hidráulicas, evitando quebras posteriores nas paredes. Dessa forma, quando totalmente erguida, a superfície está pronta para receber revestimento de gesso e, depois, pintura, dispensando reboco e massas grossa e fina.
     Contudo, a alvenaria estrutural pode apresentar limitações para a realização futura de reformas e mesmo ampliações na construção; para estas últimas, uma boa alternativa é já considerar eventuais modificações durante a elaboração do projeto.
      A seqüência esquemática deste processo dá-se da seguinte forma:
     • executa-se o baldrame, nivelando sua superfície e impermeabilizando-o normalmente;
     • procede-se o assentamento dos blocos-chave, situados nos cantos internos e em cada encontro das paredes internas; eles devem ser assentados conforme a planta de modulação, marcando exatamente a posição das paredes. É importante o nivelamento entre eles;
     • entre os blocos-chave são assentados os blocos da primeira fiada, na quantidade exata da planta de modulação, com 1cm de junta vertical;
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     • nos cantos da edificação colocam-se gabaritos de altura, com marcação das fiadas a cada 12,5cm;
     • levantam-se, em cada encontro, quatro fiadas (com 0,50m de altura) em forma de escantilhão, sendo mantido o nível e o prumo das fiadas. Nos cantos externos os blocos são amarrados entre si pelo sistema de assentamento; nos encontros da paredes internas com a alvenaria da fachada a amarração é feita com ferros (¼") em forma de dois "L" (0,50 x 0,50m) a cada 3 fiadas (obedecendo-se detalhes do calculista);
     • no assentamento das demais fiadas, a linha de nível na aresta dos blocos dos escantilhões manterá toda a alvenaria no nível e prumo requeridos;
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     • levanta-se a alvenaria até a fiada correspondente à base da laje do piso superior;
     • executa-se a montagem das fôrmas para a laje (que pode ser de qualquer tipo);
     • com auxílio de uma régua ou nível, marca-se, no bloco da fachada, a posição exata da parede interna. Estando ela assentada no prumo, a posição marcada estará aprumada com a aresta do bloco-chave da primeira fiada;
     • contra-verga: faz-se o enchimento dos blocos em canaleta com armação de ferro corrido (especificado pelo calculista), com avanço de 1 e ½ bloco de cada lado do vão;
     • verga: se necessário, faz-se o enchimento dos blocos em canaleta com armação de ferro corrido (especificado pelo calculista), com avanço igual ao da contra-verga. Utilizam-se canaletas duplas ou triplas para vãos acima de 1,50m;
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     • procede-se à concretagem da laje de piso;
     • os blocos-chave dos cantos externos são assentados conforme as faces da alvenaria e a planta de modulação;
     • com o auxílio de um nível de bolha, transfere-se daí o assentamento dos blocos-chave, que devem estar nivelados entre si;
     • assentados os blocos-chave num andar, retoma-se as instruções acima descritas para os demais.
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     Observação: recomenda-se os seguintes traços da argamassa (cimento / cal hidratada / areia, em volume):
                        • para alvenaria de vedação: 1 : 2 : 8
                        • para alvenaria estrutural: 1 : 1 : 6.
Fontes: Revista Arquitetura & Construção - jan/98
            Catálogo Técnico da Prensil S/A.

ACABAMENTOS PARA PORTAS DE MADEIRA

ACABAMENTOS PARA PORTAS DE MADEIRA

     • Se a porta for de madeira de lei, pode ficar sem acabamento, ao natural, bastando lixar e aplicar cera de carnaúba e, posteriormente, lustra-móveis para conservação; ainda neste caso, é conveniente aplicar um produto selante (base para os acabamentos, atuando como impermeabilizante), que veda os poros da madeira, ajudando a proteger contra intempéries.
     • Uma alternativa para o acabamento é a aplicação de verniz, fosco ou brilhante.
     • Para colorir, as tintas do tipo látex acrílico são uma ótima opção, pois filtram os raios ultravioleta. Há ainda a possibilidade de usar verniz com pigmento à base de anilina diluída.
     • A aplicação de laca confere à madeira um aspecto plastificado ou até marmorizado, dependendo do tipo de trabalho.
     • Num efeito diferenciado, a madeira clareada ou escurecida é fácil de obter. Para clarear, emprega-se ácido muriático, cloro ou água oxigenada. Betume misturado a um produto selante, extrato de nogueira ou cera de carnaúba escurecem o material. Em qualquer um dos processos, o produto deve ser aplicado com suavidade e de maneira uniforme, a não ser que o desejado seja o efeito manchado. Nesse caso, a aplicação é feita com pincéis ou estopa.
     • Outra opção de acabamento é revestir com laminado melamínico, de fácil manutenção.
     • Para a colocação de vidros, deve-se preferir os temperados.

     Portas em madeira de boa qualidade dificilmente irão apresentar problemas com cupins, pois, além de sua própria resistência natural, é provável que tenham passado por tratamentos preventivos. Se apesar disso a peça for atacada por esses insetos, a saída é a aplicação de inseticidas com pincel ou por injeção.
Fonte: Revista Arquitetura & Construção - mar/93.

COZINHA

  DISTRIBUIÇÃO
     Se a área para cozinha é pequena, pode-se condensar o espaço dos componentes essenciais, como pia, bancada, refrigerador e fogão, alinhando-os em uma parede para permitir a circulação. Nesse caso, a pia ficará entre o fogão e o refrigerador, para torná-la eqüidistante dos outros pontos.
     Nas cozinhas compridas ou estreitas, pode-se ocupar duas paredes, uma em frente à outra, no arranjo dos equipamentos principais. A alternativa é bem funcional, desde que numa parede fique a bancada com a pia e, na oposta, os outros itens.
     Os ambientes em forma de "U" ampliam os espaços, facilitando a locomoção. Neste caso, a pia deve ser isolada junto à parede adjacente a outras duas, mantendo a área central destinada à circulação, permitindo aumentar o espaço ocupado por armários.
     Com o desenho em "L" as áreas são mais bem aproveitadas. Recorre-se às duas partes adjacentes como centros de trabalho, deixando livre o resto do local para a circulação. É possível também a colocação de armários e a criação de um cantinho para refeições.
     Outra solução é a "ilha", quando o lugar for espaçoso. Ela pode conter armários, bancadas, ou então formar um grande conjunto com pia, fogão, prateleiras e refrigerador. Entre as formas de distribuição para concepção de uma "ilha", encontram-se as cozinhas em "L" e em "U".

     LUZ E VENTILAÇÃO
     Uma boa iluminação e ventilação conferem conforto e praticidade à cozinha. A iluminação natural é indispensável: a janela deve ficar sobre a pia, entre os armários superiores e a bancada. Ela funcionará como um ponto de partida importante, mas, obviamente, sem substituir a concepção da luz artificial. Caso não haja incidência de raios solares sobre a bancada da pia, pode-se instalar uma lâmpada fluorescente direcionada sobre o local. A luz fria é indicada também para o teto, com vantagem de não emitir calor nem gerar sombras.
     Para obter uma boa ventilação, o relacionamento entre portas e janelas é fundamental. Se arquitetura permitir, as saídas de ar devem estar constantemente viradas para o exterior da residência, impedindo o acúmulo de gordura nos ambientes vizinhos. Essa relação entre portas e janelas não pode comprometer as correntes de ar.

     HIDRÁULICA
     Um bom planejamento de uma cozinha começa sempre pelo projeto hidráulico, que deve ser obedecido à risca.
     Se for instalada tubulação para água quente, deve-se preferir tubos e conexões de cobre devido à alta resistência do material. Registros e torneiras devem ser sempre de boa qualidade, minimizando a ocorrência de problemas posteriores como vazamentos, infiltrações, etc.
     O abastecimento inadequado de água pode comprometer todo o funcionamento hidráulico. A caixa d'água colocada no ponto mais alto da residência garante uma satisfatória pressão da água. Para assegurar maior eficiência, pode-se pressurizar com equipamentos específicos a distribuição de água dentro da casa.

     ELÉTRICA
     A cozinha é um espaço que exige uma boa quantidade de pontos de luz, levando-se em conta o grande número de equipamentos eletrônicos necessários ao seu funcionamento. Parte deles exige circuitos independentes, e mesmo os aparelhos menores que não são empregados constantemente, como o liquidificador, torradeira ou batedeira, podem causar sobrecarga, quando ligados ao "benjamim", provocando curto circuito.
     Sobre o tampo da pia deve ser colocada pelo menos uma tomada para cafeteira elétrica, espremedor de frutas ou utensilíos menores. Geladeira, forno de microondas, fogão a gás, freezer e exaustor também exigem ponto próprio.
     Se a residência dispõe de aquecimento central, pode-se recorrer a ele para esquentar a água da pia. Outra solução são os aquecedores de passagem ou aparelhos individuais de aquecimento.

     REVESTIMENTO
     O conforto e a sensação agradável que a cozinha apresenta dependem muito do aspecto dado pelos revestimentos do piso, forros, armários e paredes. O mercado oferece muitas alternativas, que devem ser pesquisadas, sempre com a orientação de um especialista.
     O material do piso deve ser o menos poroso, evitando a fixação de gordura. Os materiais porosos dificultam a conservação. Mármore, granito ou diversos tipos de cerâmica ou azulejos são recomendáveis. A cerâmica vitrificada é uma das opções mais indicadas para o piso. Versatilidade, resistência e durabilidade são as características que garantem fácil manutenção. Uniforme nas cores e com veios realçados, o granito valoriza esteticamente a cozinha, além de permitir limpeza quase tão fácil quanto a cerâmica vitrificada.
     O emborrachado é uma alternativa para pisos antiderrapantes. Sua colocação é fácil, diretamente sobre o cimento ou qualquer outra superfície. Os laminados plásticos adaptam-se bem a esse ambiente e estão disponíveis em diversas cores, com acabamento fosco ou brilhante. Os revestimentos cerâmicos também podem ser utilizados, porém o seu assentamento deve ser cuidadoso, para impedir a formação de lacunas, que com o tempo acabam retendo sujeira e gordura. A pintura à base de epóxi, embora requeira cuidados na execução, é outra possibilidade de acabamento.
     A madeira, se usada como acabamento para revestir bancadas e balcões, deve ser impermeabilizada. Contudo, o aço inox ou o granito asseguram maior durabilidade. Cerâmica e azulejos não são indicados para bancadas, pois o uso constante acaba por reter sujeira.
     Os armários em alvenaria são práticos e bonitos, mas o revestimento é essencial. As tintas a óleo ou epóxi são mais econômicas. O laminado é o mais usado e indicado em função de sua praticidade. Deve-se evitar estruturas em aglomerado, que, com o tempo, tendem a soltar as dobradiças e puxadores.
Fonte: Revista Arquitetura & Construção - jun/93.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Telhas para qualquer tipo de telhado

A multinacional francesa Onduline do Brasil, que produz telhas ecológicas produzidas a partir de fibra de celulose extraída do papel, num processo de reciclagem de alta tecnologia, apresenta um novo produto na Feicon. Com as mesmas dimensões da telha Onduline tradicional - 0,95 cm x 2 m - a nova telha Onduline Duo é vermelha dos dois lados, sendo ideal para varandas de casas de praia ou de campo, entre outros locais em que a telha pode ser vista por baixo. Coberta por uma camada asfáltica, a telha é resistente, porém leve e com baixa transmissão de calor e som. Além de ser um produto ecologicamente correto, as telhas Onduline são mais leves que as concorrentes e práticas de instalar. Facilitam a mão de obra e dão mais leveza à estrutura do telhado. Por isso as telhas Onduline são sempre a opção mais econômica para a sua obra ou reforma.

http://www.onduline.com.br/

Torneira eletrônica com sistema gradual de temperatura





A ThermoSystem lança na Feicon Batimat 2010 a torneira eletrônica Lumen, com sistema gradual de controle de temperatura. Basta um simples giro para encontrar a temperatura ideal da água. Com design diferenciado e moderno, a Lumen possui um sistema inovador de identificação de temperatura. Os leds presentes no centro da bica da torneira emitem luzes de cores diferentes sobre a água de acordo com o grau da temperatura. O tom verde sinaliza que a água está fria.O amarelo indica que a água está morna, e o vermelho mostra que a água está quente.
http://www.thermosystem.com.br/

Telhas para qualquer tipo de telhado

A multinacional francesa Onduline do Brasil, que produz telhas ecológicas produzidas a partir de fibra de celulose extraída do papel, num processo de reciclagem de alta tecnologia, apresenta um novo produto na Feicon. Com as mesmas dimensões da telha Onduline tradicional - 0,95 cm x 2 m - a nova telha Onduline Duo é vermelha dos dois lados, sendo ideal para varandas de casas de praia ou de campo, entre outros locais em que a telha pode ser vista por baixo (sem forro). Coberta por uma camada asfáltica, a telha é resistente, porém leve e com baixa transmissão de calor e som.

Tomadas Rápidas


A Parcus aporta na Feicon com uma tomada padrão com rabichos para encaixe de pressão. A instalação dispensa parafusos de fixação e pode ser feita em canaletas, caixas de piso, mobiliário e batentes, por exemplo, sendo necessária apenas furação de 26,5 mm x 70 mm. O produto é oferecido nas cores branca e vermelha.
http://www.parcus.com.br/index.php?link=17

Novidades na Construção Civil

Portas ocultas, tomadas de rápida instalação, sistema de isolamento acústico de janelas feito com borracha de pneu e ventilador adaptado para períodos de inverno. Essas são algumas das novidades apresentadas a partir desta terça-feira na 18ª edição da Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon Batimat), em São Paulo. Novidades para arquitetos, engenheiros, construtores, lojistas, representantes de home centers , compradores do exterior, e consumidores interessados em construir ou reformar


Imagine ter um ventilador de teto que esquenta o ambiente no inverno. O Viva Oggi, da Viva Vento pode deixar a casa muito mais quentinha nos períodos de frio. O aparelho não possui hélices aparentes,
concebido pelo engenheiro e artista plástico Claudio Callia, o ventilador e luminária de teto é feito de plástico, tem formato quadrado e uma pequena pirâmide embutida e invertida no centro. É dentro desta pirâmide que está o segredo da ventilação, exposta por aletas que se abrem e fecham. Na versão com aquecedor, existe uma fonte elétrica de calor de 1.200 watts dentro da pirâmide, responsável pelo aquecimento do ambiente.eu


Seu desenvolvimento teve inicio nas mãos do Artista Plástico e Engenheiro Claudio Callia que aliou seus conhecimentos à experiência das empresas Viva Vento e Transoni. Juntos, iniciaram uma trajetória de análises tecnológicas em materiais e em sistemas elétricos, mecânicos e eletrônicos.

O resultado dessa parceria, é um produto diferenciado que possibilita novas alternativas em decoração de ambientes para uso em residências, escritórios e em diversos projetos de arquitetura e decoração.

Um produto único no mercado mundial que traz soluções inovadoras ao conceito de iluminaçãCriado pelo artista plástico Cláudio Callia, o Viva Oggi é um produto único no mercado mundial e apresenta um novo conceito de iluminação/ventilação de teto. 



Designer exclusivo e elegante
Acionamento simultâneo ou independente (iluminação/ventilação)
Iluminação ajustável (suave ou intensa)
Ventilação silenciosa (3 velocidades temporizadas)
Melhor distribuição de ar no ambiente
Segurança no dia-a-dia (Sistema de ventilação embutida)
Fácil instalação, manutenção e limpeza




DICAS DA CAIXA PARA QUEM VAI COMPRAR OU REFORMAR IMÓVEIS

http://www.caixa.gov.br/habitacao/construcao_reforma_residencial/index.asp



Conheça as diversas opções de financiamento habitacional, acessíveis a todas as faixas de renda, para a construção ou reforma de imóvel residencial. Escolha a que melhor se enquadra às suas necessidades e realize o sonho de deixar o seu imóvel com a sua cara.


Visite o imóvel em horários diferentes. 
Verifique se ele é bem iluminado, 
se é bem ventilado, qual a infraestrutura 
e os serviços existentes na região.

Converse com os vizinhos. Pergunte 
se o lugar é muito barulhento e se já 
houve enchente ou inundação na região.

Do lado de fora, observe a calçada 
em volta da casa para ver se ela está 
rachada ou trincada. Veja se o terreno está 
limpo, se tem local para escoamento de 
água (principalmente se o lote tiver partes 
cimentadas) e se tem barrancos que precisem 
da construção de muros de arrimo.

Veja se os muros de arrimo estão 
manchados, trincados ou estufados.

Verifique os pontos de lançamento 
de esgoto e águas de chuva. Veja se 
existe água empoçada ou algum obstáculo 
impedindo seu escoamento. Confira se 
a água passa por imóveis vizinhos.

Procure descobrir trincas, rachaduras, 
infiltrações e mofo na construção, tanto 
do lado de dentro quanto do lado de fora.

Veja se existem problemas no 
acabamento, como: pintura descascada, 
manchada ou cheia de bolhas; azulejos 
e cerâmicas quebrados ou soltos.

Abra todas as janelas e portas para verificar 
se estão funcionando corretamente. Veja se 
elas apresentam marcas e outros defeitos, se os 
vidros estão quebrados ou soltos. Deixe as portas 
e janelas abertas por um tempo para ver se o 
imóvel é bem ventilado e tem iluminação natural.9 
Veja se a água, a luz e o esgoto estão 
funcionando direito. Teste todas as 
torneiras, chuveiros, vasos sanitários, lâmpadas 
e tomadas. Olhe embaixo das pias e dos 
vasos para ver se não está vazando água. 
Olhe também o registro da água, a caixa de 
fusíveis e a caixa de gordura. Ligue e desligue 
tudo para ver se está funcionando direito. 
Se as ligações de água e luz não tiverem 
sido feitas, pergunte quanto tempo ainda vai 
demorar e quanto vai custar para terminar.

Veja se tem tomadas em todos os quartos, na sala, na cozinha e 
nos banheiros para você ligar os seus aparelhos elétricos.

Olhe o telhado para ter certeza de que não tem nenhuma telha 
quebrada ou se tem algum problema com o madeiramento. Veja 
também se tem água empoçada ou manchas de mofo. Uma telha quebrada 
ou vazamento pode dar infiltrações que estragam as paredes. Se for um 
apartamento no último andar, suba até a cobertura e veja se não tem água 
empoçada por lá. Isso pode causar infiltrações no seu apartamento.

Em áreas que são sempre molhadas, como 
varandas, banheiros – inclusive o box, 
ou a cozinha – jogue um pouco de água para 
verificar se ela escoa para o ralo sem empoçar.

Se tiver armários, abra todas as portas 
e gavetas. Veja se estão funcionando 
normalmente e se não escondem algum defeito 
do imóvel, como infiltrações, problemas na 
pintura ou assentamento de cerâmica.

Exija do vendedor que conserte todos os defeitos antes de comprar o 
imóvel. Se os reparos não ficarem bem feitos, desista da compra.

Pergunte quem é o responsável técnico pelo projeto e pela obra e 
guarde uma cópia do documento do imóvel chamado Anotação de 
Responsabilidade Técnica. Se a construção foi feita sem acompanhamento 
de engenheiro ou arquiteto é maior a chance de problemas no futuro.

Se tiver qualquer problema causado por má construção, mesmo 
após a compra e ainda que o imóvel tenha sido financiado, 
o vendedor deverá fazer todos os reparos necessários.